domingo, 17 de julho de 2011

Luiz Cláudio Joras, Fala sobre greve dos Professores da Rede Estadual, na Tribuna.


A greve entre os professores da rede estadual de Educação completa 25 dias e deverá durar até pelo menos até a próxima terça-feira, quando haverá assembleia geral da categoria, às 14h, em frente ao Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a adesão ao movimento em Petrópolis continua em cerca de 80% entre os 1,2 mil educadores da rede. Ontem foi confirmada a ameaça dos grevistas de boicote ao sistema de avaliação bimestral do processo de ensino e aprendizagem nas escolas, o Saerjinho, que seria aplicado nos 15 colégios estaduais da cidade. No Colégio Estadual Irmã Cecília Jardim, na Estrada da Saudade, nenhum estudante realizou a prova, e nas demais instituições houve aplicação apenas para algumas turmas.
No Colégio Estadual Cardoso Fontes, no Bingen, onde o movimento ganhou mais força no município com a adesão de cerca de 22 dos 30 professores da escola, a principal preocupação dos alunos é com a reposição das aulas. “Só os professores de história, português e matemática não estão em greve. Estou há quase um mês praticamente sem aula e a minha maior preocupação é que o conteúdo seja reposto, para não perdermos a série”, disse uma aluna do 1º ano.
Outro estudante também do 1º ano da mesma instituição conta que está confuso sobre a aplicação das provas bimestrais, que deveriam ter sido iniciadas na semana passada e até o momento não estão sendo feitas. “Espero que a direção da escola altere o nosso calendário escolar, repondo as aulas perdidas nas férias e só depois as provas sejam aplicadas. Ninguém nos informa nada, estamos muito confusos sobre como a greve pode nos prejudicar”, falou.
Para Luiz Cláudio Joras, coordenador da comissão das escolas públicas municipais da União Estadual do Estudantes, os alunos deverão se unir e manifestar a insatisfação com o governo estadual com passeata nas ruas da cidade. “Precisamos pressionar o governo estadual para que as negociações com os professores da rede sejam abertas e as aulas sejam normalizadas. A principal preocupação é que a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) cumpra com o que informou e reponha as aulas. Os mais prejudicados são os alunos do 3º ano, que precisam ter o conteúdo reposto, já que passarão por provas de vestibular”, explicou.
Em nota, a Seeduc informou que todas as aulas perdidas deverão ser repostas e uma equipe da área pedagógica está organizando a reposição.
Hoje haverá assembleia entre os profissionais da rede estadual no município, às 18h, na sede do Sepe, na Rua Floriano Peixoto, 396, no Centro. Os 80 mil profissionais das escolas estaduais em todo o Estado do Rio de Janeiro estavam em estado de greve desde o dia 5 de maio e reivindicam, prioritariamente, o reajuste emergencial de 26%, a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015) e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual.

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